
“A sala sensorial fez meu filho com TEA se sentir em casa”
Inaugurada em 2024, a sala é um espaço de acolhimento e apoio sensorial para pacientes que aguardam atendimento
Em 2024, o pequeno Rafael Takamine Coelho conheceu um local do Sabará até então inédito. Há oito anos fazendo acompanhamento no hospital, Rafael se animou ao entrar pela primeira vez em nossa sala sensorial, voltada para as necessidades de crianças com TEA e outras neurodivergências.
“O Rafael se apaixonou, ele entrou e logo tirou o sapato, a meia, como se estivesse em casa. Hospital é sempre muito difícil para ele, porque vem o medo de agulha, das internações que já teve. Mas, na sala sensorial, ele ficou super calmo e feliz, interagindo com tudo. Se deitou no pufe, curtiu o sofá, foi um espaço incrível para ele”, conta Carina, mãe do menino.
A busca por um diagnóstico foi o que levou Carina Takamini Coelho e Rafael ao Sabará. Após uma gravidez complexa e dois meses de UTI neonatal, Carina procurava respostas para a dificuldade de Rafael de ganhar peso. Internado no Sabará com desnutrição grave, o pequeno foi diagnosticado com Síndrome de Silver Russel, doença genética rara que afeta o crescimento do corpo e apresenta malformações congênitas e macrocefalia.
“Passamos mais de 8 meses internados, com ele ganhando peso e logo em seguida perdendo. Ele comia muito pouco via sonda nasal, e acabou tendo que passar por uma cirurgia difícil e complexa para consertar uma alça do intestino que estava solta. Em seguida, ele recebeu uma gastrostomia e aos poucos foi ganhando qualidade de vida”, conta Carina.
Hoje, Carina se emociona ao falar da vida de Rafael, que é muito querido por todos que o conhecem. “Ele é uma criança muito comunicativa, mesmo sem falar. Todos amam ele, seja no hospital, na escola ou no condomínio onde moramos. Tenho muito a agradecer ao Sabará, que salvou a vida do meu filho e permitiu que ele seja essa criança que cativa a todos que conhece”.